BBB: Exclusão Social em Reality Shows e suas Consequências

Na edição do BBB21 a cantora Karol Conká foi amplamente criticada por sua atitude excludente com Lucas Penteado, o que causou sua eliminação com a maior taxa de rejeição de toda a história do reality – e ainda, teve sua carreira e contratos publicitários afetados pelo alto índice de haters.

“A gente pode entender que as consequências das atitudes do jogador vão repercutir dentro e fora do programa. O BBB não é uma novela, lá você exibe sua autenticidade.

Dessa forma, os participantes se expõem a críticas do meio externo. Aquilo que o jogador representou na casa, é o que vai repercutir na vida real.

Nessa linha, ainda temos a cultura do cancelamento – que é injusta, mas existe -, na medida que opiniões de fora julgam uma pessoa por uma atitude errada, isso pode causar consequências à integridade psicológica do alvo. Então é necessário cuidado com essa questão também.” – diz o psicólogo.

Alexander Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami (UM), enfatiza a importância de os jogadores estabelecerem vínculos, não só pela sensação de pertencimento à uma amizade ou grupo, mas também por essas relações serem importantes na sua permanência no programa, afastando o componente da solidão.

Segundo Bez, a exclusão social dentro e fora de um programa de televisão são diferentes. “Quando falamos da vida real, a situação é mais fácil de ser contornado, principalmente com sessões de psicoterapia. Dentro do reality há o fator ‘mídia negativa’, o qual piora a situação e a imagem daquele(a), que foi excluído”, ele declara.

Ainda segundo Alexander, as consequências da exclusão social para a vítima (seja fora ou dentro de um reality), vai depender muito de seu aparelho mental e como irá enfrentar a situação:

“Se ela já tiver trabalhado a questão com psicoterapia, não há problemas algum, pois não terá a sua autoestima abalada, não dará importância e valorizará suas próprias opiniões.

Caso contrário, a exclusão pode desencadear manifestações depressivas, ansiosas e até mesmo ações obsessivas-compulsivas – que terá que ser tratada com profissionais.” – concluiu o especialista.

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