Micropigmentação labial realça o tom natural e corrige falhas

Ter os lábios sempre corados sem a necessidade de ficar retocando o batom. Essa é apenas uma das vantagens da micropigmentação labial, que também pode ser usada para dar mais volume e corrigir algumas falhas presentes no contorno da boca.

Trata-se de um procedimento parecido com uma tatuagem, uma modernização da antiga técnica de maquiagem permanente. Segundo o dermatologista Lucas Miranda, a diferença está na profundidade de inserção da substância. “Na pigmentação labial, o pigmento é depositado mais superficialmente.

Em tese, não é um procedimento tão definitivo, tem uma duração menor. Já no caso da maquiagem definitiva, o pigmento é depositado um pouco mais profundamente, o que torna mais difícil reverter o resultado”, diz.

Para a micropigmentação labial, costuma ser usado um aparelho conhecido como dermógrafo. O equipamento possui pequenas agulhas em sua extremidade, que realizam a aplicação de pigmentos na região escolhida. A substância, segundo Miranda, é implantada na derme, que é a segunda camada da estrutura da pele.

Apesar de esse ser um procedimento pouco invasivo, a micropigmentadora estética e paramédica Raquel Normandia afirma que o procedimento não deve ser realizado especialmente por grávidas ou pessoas com alguma doença que afete o sistema imunológico.

Micropigmentação Labial entre homens e mulheres

“Quase todas as mulheres e homens podem se submeter à técnica, sendo contraindicado para os pessoas com diabetes, hemofilia, câncer de pele, herpes labial, alergias tópicas, urticária física (dermografismo), fumantes e portadores de marca-passo”, explica.

Para Raquel, é um grande mito dizer que a micro de lábios “dá volume”, pois o resultado final tem como objetivo valorizar a cor, realçar a boca e dar simetria ao desenho.

O trabalho leva em média de uma a três horas para ser feito. “Na preparação é feito previamente um esboço com lápis, para então a cliente aprovar ou não o desenho. Como é uma técnica superficial, a dor é menor do que a sensação de uma depilação, mas pode ser usado anestésico tópico, se a cliente for muito sensível”, explica a professora de micropigmentação que atua no Rio de Janeiro e em Frankfurt, na Alemanha, Deise Damas.

A recepcionista Virgínia Patrícia Nascimento, 27, conta que decidiu realizar o procedimento para tentar deixar a boca com um “aspecto mais leve”. “Eu tinha os lábios naturalmente arroxeados e bem falhados. O procedimento tirou o aspecto pálido do meu rosto. Fiquei com uma cor de boca rosinha e bem natural. E ainda corrigiu essas falhas no contorno do meu lábio que sempre me incomodaram”, afirma.

Segundo Raquel, nos primeiro dias após o procedimento, é importante tomar alguns cuidados. “Manter os lábios hidratados com pomada cicatrizante, não retirar casquinhas, não passar batom, não se expor ao sol, não beijar, evitar movimentos bruscos e alimentos muito quentes e ácidos”, orienta.

Além disso, geralmente é feito um retoque após 30 dias. “O resultado dura, em média, de um ano a um ano e meio, havendo a necessidade de a cliente retocar anualmente se quiser manter o trabalho”, diz Deise.

A micropigmentação labial também é “excelente para quem tem falhas no contorno dos lábios” e para quem tem cicatriz na região, como, por exemplo, lábio leporino. “Para lábios escuros tenho resultados excelentes com a neutralização labial, em que a técnica aplicada devolve o tom de boca natural”, garante Raquel.

A mesma técnica também é usada para corrigir ou redesenhar as sobrancelhas, camuflar cicatrizes, reconstruir a aréola mamária e pigmentar o couro cabeludo, entre outros.

Existem riscos de infecções e alergias

Apesar de ser considerado um procedimento minimamente invasivo, o dermatologista Lucas Miranda alerta para o risco de transmissão de doenças. “Como há a perfuração da derme, então o uso de materiais contaminados pode causar infecções e transmitir doenças infectocontagiosas como hepatite, HIV e outras”, afirma. Além das infecções, existe também o risco de alergia aos produtos utilizados.

Por isso, segundo Miranda, todo cuidado deve ser tomado na escolha do profissional e do ambiente no qual o procedimento será ser realizado. “A micropigmentação tem que ser realizada com materiais descartáveis”, diz o dermatologista.

Caso a cliente não goste do resultado, Miranda garante que é possível remover o trabalho. “A técnica mais eficiente e, sobretudo, mais segura para remover esses pigmentos é através de lasers. Em geral, a gente demanda de quatro a seis sessões, e o resultado é muito satisfatório. Ácidos e peelings também podem ser usados”, diz.

Fonte: O tempo