Secou os vasinhos? O que fazer?

Secou os vasinhos? O que fazer?

Por que surgem os vasinhos? Eles podem se tornar varizes?

As microvarizes compõem um tipo de pequenas veias localizadas na pele, de coloração acastanhada e azulada. Já as telangiectasias são microcapilares cutâneos, geralemnte de coloração avermelhada, com um padrão tipo teias de aranha.

Ambos causam desconforto do ponto de vista estético, uma vez que a grande parte dos seus portadores é constituída por pacientes do sexo feminino.

O aparecimento desses pequenos vasos está ligado a fatores hormonais e hereditários e eles não viram varizes de calibre maior, mesmo com o passar do tempo.

O que é escleroterapia?

Conhecida como “tratamento de secar as varizes” ou aplicação de vasinhos, a escleroterapia é o método mais usado para definir o sumiço desses vasinhos.

Consiste na injeção de um medicamento, normalmente glicose hipertônica ou outro com propriedade esclerosante, no interior dessas veias, proporcionando a formação de um trombo, que, ao ser reabsorvido pelo organismo, faz sumir a telangiectasia ou vasinho.

Esse processo leva alguns dias para determinar o sumiço da grande parte dos microvasos, promovendo um resultado estético admirado pelos pacientes. Contudo, mesmo sendo bem feito, alguns deles podem somente diminuir de forma significativa seu tamanho, não sumindo completamente.

Há algum preparo para o procedimento?

É um tratamento ambulatorial, que não exige nenhum tipo de preparo especial, não precisa de repouso, exames laboratoriais e jejum. Ademais, em caso de dieta e medicamentos que os pacientes estiverem ingerindo, não é necessário fazer qualquer tipo de mudança, mesmo no dia da aplicação.

Quais são as contraindicações ao procedimento?

Não se deve fazer em pacientes com varizes de maior tamanho destinadas ao tratamento cirúrgico, pessoas que possuam doenças graves sem tratamento apropriado, gestantes, e em usuários de anticoagulantes orais.

Quanto tempo leva o procedimento?

Geralmente, cada sessão de escleroterapia tem a duração de 15 a 20 minutos.

É feito algum tipo de anestesia?

Geralmente, a dor é suportável e dura por pouco tempo. Mas pode-se usar pomada no local de acordo com o perfil do paciente.

Como será feito o procedimento?

O procedimento é feito com o paciente deitado, usando-se sempre material descartável e esterilizado. A veia é puncionada com agulha fina, e a infusão deve ser feita de forma lenta. Diversas punções são feitas, envolvendo, em geral, uma área do corpo de cada vez. O número de punções varia conforme a quantidade de veias a serem tratadas.

Geralmente, cada sessão é determinada em relação ao volume de medicamento aplicado, sendo complicado realizar previsão do número de sessões precisar, uma vez que a quantidade depende da quantidade de microvasos e da resposta de cada pacienta ao tratamento.

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É normal sentir dor?

Há pacientes que apontam algum incômodo; outros acham ser um procedimento doloroso. É comum sentir prurido e ter pequenas elevações na pele, que não pode coçar, evitando lesões. Diversas vezes, a sensação de incômodo é amenizada pela aplicação local da pomada, gel ou creme.

É normal ter hematomas?

Alguns pacientes podem apresentar equimoses, especialmente aqueles de pele clara, que raramente chega a formar hematomas. Nesses casos, indica-se o uso de gel heparinoide, cuja sua função, além de amenizar a dor, é diminuir o tempo de existências das manchas.

Quais os cuidados que devo tomar?

Geralmente, pessoas submetidas a escleroterapia deve manter a área sob compressão elástica por um tempo variável. A exposição solar deve ser evitada em ocasiões em que tenha obtido grandes áreas de equimose ou em pacientes que normalmente tem manchas cutâneas de natureza desconhecido quando expostas ao sol.

Posso fazer exercícios?

Pode sim praticar qualquer exercício ou esporte após aplicar o tratamento escleroterápico,  não há nenhuma restrição.

Em quanto tempo estarei recuperado?

Na manhã seguinte ao tratamento o paciente pode retomar suas atividades com total normalidade.

Quando devo retornar ao consultório?

O tempo entre uma sessão e outra de escleroterapia varia, depende de cada caso, ou do critério do médico, apesar de a maioria entenda que as sessões devem ser semanais.

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